Uma Patologia Chamada Nazismo

Ir em baixo

Uma Patologia Chamada Nazismo

Mensagem por Winston Churchill em Seg Jul 08, 2013 9:50 pm

Por Holland Smith

O DSM-IV-R, manual diagnóstico e estatístico de doenças mentais da Associação Psiquiátrica Americana, enumera uma série de sinais e sintomas que caracterizam a maioria das doenças mentais que afligem o homem. Uma doença, entretanto, que não está categorizada, é a Síndrome do Nazismo Estúpido. O portador dessa patologia padece de um mal que carcome seu cérebro (o pouco que tem), invade seus tecidos (um tanto apodrecidos) e se instala, tal qual câncer, em todos os quadrantes do corpo. Interessante também a forma como se manifesta.
Essa instalação não é algo sutil, como o nobre câncer, por exemplo. (Entenda o nobre: perto do Nazismo Estúpido, o câncer é de uma nobreza pungente). O Nazismo Estúpido surge na mente já contaminada do paciente como uma epifânia, uma descoberta, um insight. Após entupir-se de teorias raciais abjetas e absurdas, bem ao gosto do pequeno cerebelo que possui, ele inicia a fase da “incubação”. O vírus do preconceito, do racismo – temperado com o elemento mais comum à essa patologia, o ódio – vai adquirindo proporções “tsunâmicas” até tomar o indivíduo.
De repente, ele percebe o quão poderoso é, e o quão superior é diante de certas raças – que ele já configura como sub-raça, a fim de se diferenciar. Logo, ele passa a formular as próprias teorias (se algum cérebro sobrou depois da invasão virótica) e começa a ver no outro uma ameaça. Acreditando-se ungido por Deus e membro da elite entre os homens, ele desanda a proferir os mesmos discursos que leu em “coisas” como Mein Kampf, Procolos do Sábio Sião e passa a ter S. E. Castan como um símbolo de luta contra as inverdades e as injustiças.
A essa altura, ele, no topo da “cadeia alimentar” – sim, porque é um predador – elege os alvos de sua ira. Primeiro, lógico são os judeus. Você percebe claramente quando o vírus do ódio começa a agir já que têmpera do paciente sobe. Ele fica vermelho, olhos injetados, taquicárdico ao disparar impropérios contra essa “raça imunda, nojenta, fétida, que emporcalha o mundo”. Diante da falta crônica de comunistas – outra “raça” a ser odiada – a pulsão de morte pode se voltar contra quaisquer outros: negros, nordestinos, orientais, enfim, alguém “diferente”.
Seus ídolos são Hitler, Himmler, Heyndrich, HS Chamberlain... Tem uma disfarçável admiração pelos métodos de Stálin, e certo de sua posição privilegiada na sociedade, penetra alguns mundos virtuais onde pode dar vazão à sua odiosa oratória. Ele defende, claro, o nazismo com unhas e dentes e se apropria de todas as doenças associadas a esse quadro. É paranóico, fóbico, ansioso, cleptomaníaco (de idéias, ao menos) e profundamente esquizofrênico (“Ouve a voz de Hitler”), resistente inclusive aos mais severos tratamentos.
O diagnóstico psicológico é amplo, claro e consistente. Esse indivíduo, desprovido muitas vezes do que há de mais básico no ser humano que é o vínculo com outro ser humano, padece de um imenso e profundo complexo de inferioridade que tenta compensar por meio de símbolos e ícones, tentando dar cara a ideologia que lhe serve de self. Entretanto, essa ideologia, um sincretismo pobre mas virulento de sinais emprestados de outras culturas (porque nem para criar um simbolismo próprio tem conteúdo) tem a inteireza de um balão de gás. E por isso não o nutre.
A fim de manter o “balão no ar”, esse paciente, inoculado pelo racismo e pelo preconceito doentio – matrizes da doença – e no sentido de manter um alvo, um objetivo crível a ser cultuado e pelo qual viverá, projeta toda sua incompletude, ferocidade e violência no outro. Com efeito, “mata” o outro (tanto física – indo ao extremo, como emocionalmente) e como o extermínio do outro é condição para que sua pretensa pureza não seja maculada, prossegue no massacre, elegendo novas e constantes vítimas, sem perceber que a vítima maior do processo é ele mesmo.
Ele não tem a menor sofisticação intelectual, padece do mínimo de tolerância para conviver com o contrário, não tolera a oposição seja ela qual for, é totalitário consigo mesmo (por isso, persegue a menor sombra de consideração para o com o outro) e é vítima de um profunda fragmentação de ego, muito maior que a de qualquer outra pessoa. Desse modo, tenta integrar esse ego estilhaçado, assassinando egos alheios, dos quais, aliás, vive tomando selfs emprestados. Seu objetivo de vida é ser superior, porque no íntimo pressente a baixa auto-estima que carrega, a auto-imagem horrível que possui e auto-confiança sempre ameaçada que abriga.
A Síndrome do Nazismo Estúpido, por contrário que seja à fé que lhe da forma, é muito democrática. Atinge a todas as faixas etárias, pegando dos 15 (aliás, faixa populacional preferida porque o caráter está em formação, e nada melhor que cimento podre como o nazismo para aplicar fissuras à esse caráter claudicante) aos 90 anos. Depois dessa idade, é possível justificar a patologia como corolário da senilitude que alberga o paciente, caracterizando até novo diagnóstico de demência senil ou esclerose.
O portador do Nazismo Estúpido é um ser inconsistente, altamente fissurado, que vê sua eventual construção emocional única e exclusivamente na destruição do outro. É um embotado intelectualmente, retardado mentalmente, muitas vezes inescrupuloso e desprovido de todo e qualquer senso de misericórdia e consideração para com o próximo, o que pode ser comprovado por neuroimagens que mostram o comprometimento de áreas no cérebro responsáveis pelo vínculo e afeto, infectados por idéias grandilosas de superioridade e pureza racial.
O prognóstico desse paciente é sombrio. Como qualquer doença psiquiátrica, o Nazismo Estúpido não tem cura. Seções de eletroconvulsoterapia já foram aplicados a “nazistas clássicos” mas o máximo que se conseguiu foi frear a pulsão de morte em direção ao outro. O efeito colateral foi tentativa de suicídio, devido, ao que parece, à idéia permanente de que “falhei no ódio ao outro, logo tenho ódio a mim e isso é insuportável”. Remédios e psicoterapia cognitiva falharam clamorosamente, o que nos leva a conclusão de que o quadro, uma invez instalado, só tende a progredir. Em resumo: esse paciente seria digno de pena, não fosse tão pernicioso!

_________________
"Truth is incontrovertible. Panic may resent it; ignorance may deride it; malice may distort it; but in the end, there it is."

"Arm yourselves, and be ye men of valour, and be in readiness for the conflict; for it is better for us to perish in battle than to look upon the outrage of our nation and our altar. As the will of God is in Heaven, even so let it be."

"I will begin by saying what everybody would like to ignore or forget but which must nevertheless be stated, namely that we have sustained a total and unmitigated defeat, and France has suffered even more than we have....the German dictator, instead of snatching the victuals from the table, has been content to have them served to him course by course."
Winston Churchill
Winston Churchill

Mensagens : 234
Data de inscrição : 18/05/2013
Idade : 42
Localização : Campinas, SP

Ver perfil do usuário http://www.clubedosgenerais.org

Voltar ao Topo Ir em baixo

Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum