Aeronáutica teme reabertura de licitação de caças para retribuir russos

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Aeronáutica teme reabertura de licitação de caças para retribuir russos

Mensagem por Langsdorff em Seg Set 23, 2013 12:41 pm

Fonte: Poder Aéreo, que por sua vez retirou da ISTOÉ.

Aeronáutica teme reabertura de licitação de caças para retribuir russos

23 de setembro de 2013, em Concorrências Internacionais, Noticiário Nacional, Relações Internacionais, por Fernando "Nunão" De Martini
Su-35 - foto 2 Sukhoi
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A resposta de Dilma – Antes de cancelar sua visita aos EUA, a presidenta buscou apoio internacional, principalmente da Rússia. Saiba quais as consequências dessa decisão para o Brasil
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Claudio Dantas Sequeira




Na terça-feira 17, a presidenta (SIC) Dilma Rousseff cancelou a viagem oficial que faria aos EUA, em outubro. A decisão foi tomada depois de ela ser avisada por Barack Obama de que não haveria tempo para a apuração da espionagem feita contra ela e a Petrobras pela Agência de Segurança Nacional (NSA). Em nota, Dilma classificou a interceptação das comunicações como “fato grave”, “atentatório à soberania nacional” e “incompatível” com a convivência entre países amigos. A iniciativa já vinha sendo amadurecida desde o início do mês. Além de tratar do assunto com o ex-presidente Lula e o marqueteiro João Santana, conforme apurou ISTOÉ, a presidenta chegou a fazer consultas a outros parceiros, especialmente à Rússia, antes de anunciar a suspensão da visita a Washington.

No encontro do G-20, em São Petersburgo, no início do mês, o chanceler Luiz Alberto Figueiredo reuniu-se a portas fechadas com o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergey Lavrov, do qual obteve o compromisso de que apoiaria, inclusive nas Nações Unidas, qualquer medida de retaliação brasileira aos Estados Unidos. A atitude deixou a presidenta mais segura e confortável em tomar a decisão de cancelar a viagem. Considerado hoje o mais importante articulador da diplomacia internacional, Lavrov prometeu ainda apoiar o debate que Dilma pretende impulsionar na abertura da 68ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, na terça-feira 24.

O discurso da presidenta (SIC), antes focado no efeito negativo da política cambial americana sobre a economia brasileira, agora está moldado para angariar o máximo de aprovação internacional à criação de um novo mecanismo de governança da internet que possa estabelecer limites à invasão da privacidade. A ideia é condenar o unilateralismo americano e os abusos da NSA e repisar a necessidade de respeito ao papel da ONU na busca de soluções negociadas a crises internacionais, como o caso da Síria.

A necessidade de reforçar o multilateralismo nunca foi tão urgente e será a diretriz principal do Itamaraty, segundo um assessor palaciano. De acordo com a mesma fonte, embora a decisão sobre a visita de Dilma a Washington seja tratada oficialmente como “adiamento”, dificilmente ela ocorrerá durante o mandato de Obama. Um detalhe deixou Dilma especialmente indignada. O material recolhido pela NSA no Brasil, além de recebido pelas agências americanas, foi distribuído aos cinco aliados preferenciais de Washington nessa matéria: Reino Unido, Canadá, Nova Zelândia e Austrália. Para o historiador americano James Green, da Brown University (EUA), o tratamento dispensado ao Brasil, um aliado de longa data, é inaceitável. “Os EUA têm de entender que, apesar de ser uma potência militar e uma economia forte, precisam atuar com menos arrogância e unilateralismo”, avalia Green.

O cancelamento da visita de Estado, porém, pode trazer prejuízos para o País do ponto de vista econômico. Não é de hoje que uma espécie de distanciamento entre o Brasil e os EUA tem afetado os negócios e acordos bilaterais. E o Brasil não pode desprezar o maior mercado do mundo e maior importador de produtos de valor agregado, no momento em que pavimenta novamente o caminho rumo ao desenvolvimento. As empresas nacionais que têm negócios nos EUA dão sinais de preocupação. O professor de política internacional da Faap Bernardo Wahl alerta que alguns movimentos no tabuleiro internacional podem ter “consequências imprevisíveis”.


Aviões de combate Sukhoi com o PAKFA à frente - foto Sukhoi

O historiador Alberto Moniz Bandeira aponta outro efeito concreto. “Com certeza, o Brasil não comprará os caças americanos F-18”, diz. Para ele, um acordo de tamanho potencial estratégico dificilmente poderá ser firmado agora. Na cúpula da Força Aérea, esperava-se que a compra dos 36 aviões de combate fosse anunciada na visita de 23 de outubro, dia do Aviador.

“É um grande choque”, disse à reportagem um alto oficial ligado ao gabinete de Juniti Saito, comandante da FAB. Segundo o oficial, Saito ficou desapontado. “Tudo que a gente quer agora é uma definição, seja qual for”, diz a fonte. Ele lembra que os Mirage 2000 sairão de circulação no final do ano. O maior temor na Aeronáutica agora é que o governo decida reabrir a licitação, com a participação do Sukhoi, como forma de retribuir a ajuda dos russos.

FONTE: ISTOÉ, via Notimp
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