Massacre de prisioneiros promovido pela NKVD na Europa Oriental

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Massacre de prisioneiros promovido pela NKVD na Europa Oriental

Mensagem por Runds em Sex Set 20, 2013 9:57 am

Os massacres de prisioneiros da NKVD foram uma série de execuções em massa contra prisioneiros na Europa Oriental, principalmente Polônia, Ucrânia, países bálticos, Bessarábia e outras partes da URSS a partir do qual o Vermelho exército se retirou após a invasão alemã em 1941. As estimativas sobre o número de mortos variam, de 9 a 100 mil na Ucrânia, 10 mil só na Ucrânia Ocidental. Nem todos os prisioneiros foram assassinados, alguns deles foram abandonados ou conseguiram escapar, pois no pânico da retirada os carrascos Soviéticos logisticamente não conseguiriam matar todos. O NKVD e o Exército Vermelho executaram muitos prisioneiros nos mais ermos lugares da Polônia (por exemplo, Białystok). Imediatamente após o início da invasão alemã da URSS, a NKVD iniciou a execução de um grande número de prisioneiros na maior parte de suas prisões, enquanto o restante era evacuado nas chamadas “marchas da morte”. A maioria deles era de presos políticos ou sem julgamento. Os massacres foram documentados por autoridades alemãs e usadas em propaganda anti-soviética e anti-judaica. Com poucas exceções, o enorme grupo de prisioneiros da Bielorússia e Ucrânia Ocidental que marcharam para o leste foram executado. Depois da guerra e nos últimos anos dela, autoridades da Alemanha, Polônia, Bielorússia e Israel identificaram nada menos que 25 prisões cujos prisioneiros foram executados. De uma perspectiva de linha do tempo, há períodos distintos onde a NKVD idealizou diretrizes para isolar as vítimas dentro de qualquer habitação, bem como um papel mais amplo em escravizar a produção econômica em massa em setores importantes (por exemplo, mineração de ouro). Uma indicação da escala de mortes ou tortura comandada pelo NKVD, quer como execuções, ou em combinação com campos de trabalhos forçados e Gulag’s precisaria de uma revisão mais séria na literatura.

• Bielorrússia, Hrodna (Grodno): em 22 de junho 39, a NKVD executou várias dezenas de pessoas na prisão local. A execução em massa dos restantes 1.700 prisioneiros não foi possível devido ao avanço do exército alemão, ocasionando a retirada da NKVD.

• Berezwecz, perto de Vitebsk: em 24 de junho de 39, a NKVD executou cerca de 800 prisioneiros, a maioria deles cidadãos poloneses. Vários milhares mais pereceram durante uma Marcha da Morte para Nikolaevo Ulla.

• Chervyen, perto de Minsk: no final de junho de 39, a NKVD começou a evacuação de todas as prisões de Minsk. Entre 24 e 27 de junho, milhares de pessoas foram mortas em Cherven e durante as marchas da morte.

• Vileyka (Wilejka): várias dezenas de pessoas, principalmente prisioneiros políticos, doentes e feridos, foram executados antes da partida dos guardas soviéticos em 24 de junho de 39.

• Estônia, Tartu: em 09 de julho de 41, quase 250 detentos foram baleados em na prisão de Tartu; seus corpos foram jogados em valas improvisadas.

• Kautla: em 24 de julho de 1941 o Exército Vermelho executou mais de 20 civis e queimou suas fazendas.

• Letônia, Litene: Em 14 de junho de 41, 120 oficiais do Exército da Letônia foram levados para a floresta, na crença de que eles estavam em uma missão de treinamento. Na chegada eles estavam desarmados, amarrados e executados pela NKVD.

• Lituânia, Vilnius: depois da invasão alemã, o NKVD assassinou grande número de prisioneiros da infame Prisão Lukiškės.

• Rainiai, perto de Telšiai: 79 prisioneiros políticos foram mortos no que foi chamado de massacre Rainiai, no dia 24 e 25 de junho.

• Prisão Pravieniškės, perto de Kaunas: em junho de 41, a NKVD assassinou 260 presos políticos e todos os funcionários Lituanos que trabalhavam na prisão.

• Polônia: Em 1941, a maioria da população etnicamente Polonesa, sujeitos ao regime soviético por 2 anos, já haviam sido deportados para fora das regiões fronteiriças, para áreas remotas da URSS. Outros, incluindo um grande número de civis polacos de outras etnias (principalmente bielorrussos e ucranianos), foram mantidos em prisões provisórias nas cidades da região, onde aguardavam a deportação, e muitos outros em prisões da NKVD em Moscou ou em Gulag’s. Estima-se que dos 13 milhões de pessoas vivendo na Polônia Oriental antes da guerra, cerca de 500 mil foram presas, mais de 90% sendo homens. Muitos morreram nas prisões, seja por tortura ou negligência. Os métodos de tortura incluíam escaldar as vítimas em água fervente, amputar orelhas, narizes e dedos. Estima que a NKVD executou a balas 9.817 cidadãos poloneses presos após a invasão alemã da URSS em 1941.

• Ucrânia, Lviv (Lwów): os massacres nesta cidade começaram imediatamente após o ataque alemão, em 22 de junho e continuou até 28 de junho. A NKVD executou milhares de detentos em uma série de prisões provisórias. Entre os métodos mais comuns de extermínio estavam : jogar granadas dentro das celas lotadas ou deixá-los à morte nos porões. Alguns foram simplesmente mortos a baionetadas. Estima-se que mais de 4 mil pessoas foram assassinadas desta forma. Os massacres foram brevemente encerrados quando levante nas cidades ucranianas obrigou a NKVD a recuar, mas retornando pouco tempo depois.

• Lutsk: Após a prisão da cidade ser atingida por bombas alemãs, as autoridades soviéticas prometeram anistia a todos os presos políticos, a fim de evitar fugas. Enquanto do lado de fora, tanques soviéticos estavam de prontidão para o massacre, que logo se seguiu. Centenas foram mortos assim que saíram. Prontamente centenas estavam ao chão. Em seguida foi erradiado por um grande auto falante: "Aqueles que ainda estiverem vivos, se levantem ou serão esmagados pelos tanques!." Cerca de 370 levantaram-se e foram obrigados a enterrar os mortos. Logo em seguida eles também foram assassinados. O Ministério das Relações Exteriores nazista alegou que 1.500 ucranianos foram mortos enquanto a inteligência SS alegou 4.000.

• Berezhany (Brzezany) perto de Tarnopol: entre 22 de junho e 01 de julho os funcionários da NKVD na prisão local executaram sem julgamento cerca de 300 cidadãos poloneses, entre eles um grande número de ucranianos.

• Vinnitsa: mais de 9.000 executados.

• Dubno: Todos os prisioneiros, incluindo mulheres e crianças, foram executados na prisão de Dubno.

• Sambir (Sambor): 570 mortos

• Simferopol: em 31 de outubro, a NKVD executou a tiros um grande número de pessoas na prisão da cidade. Em Yalta, em 04 de novembro, a NKVD executou a tiros todos os presos nas prisões da cidade.

• Kharkiv : 8.000 detentos junto com oficiais poloneses foram executados na periferia da cidade, na área de Piatykhatky, e enterrados nas terras de um albergue de verão da NKVD.

• Rússia, Oryol: Em setembro de 1941, mais de 150 presos políticos (entre eles Christian Rakovsky, Maria Spiridonova e Olga Kameneva) foram executados na floresta de Medvedevsky, perto Oryol.
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